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BragançaPaulista17 Jan 2018


Colunistas


Exposição de esculturas realistas
Quarta-Feira,  21 JAN 2015
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A Pinacoteca do Estado está apresentando uma exposição de esculturas hiper-realistas do artista Ron Mueck. É uma exposição espetacular, imperdível. É de um realismo que impressiona demais. A Exposição fica em cartaz até 22 de Fevereiro.



Se tiverem oportunidade, vejam. A Pinacoteca do Estado fica ali perto do Vale do Anhangabaú. Vindo pela Marginal do Tietê, entra na Ponte das Bandeiras e segue pela Av. Tiradentes. Logo se avista o imponente prédio de tijolos à vista, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e fundado em 1905.

CHARLIE HEBDO

Continua a novela na França. A defesa do sagrado direito de expressão, porém não usam o bom senso tão necessário à boa convivência. Vale ressaltar que eles, os Islâmicos, estão fazendo protestos no mundo todo contra as charges, porém os extremistas, os mais revoltados, matam cristãos por não se converterem ao Islã. Cadê a coerência?

ÁRVORE DA DISCÓRDIA

Ouvi uma entrevista do Prefeito Fernão Dias, terça feira, dia 13, à rádio O Caminho FM. O Prefeito falou sobre a árvore da discórdia, aquela controversa, exposta na rotatória do Mercadão e retirada imediatamente após uma enxurrada de reclamações. Disse ele que o secretário de Cultura da cidade de São Paulo ou do Estado, não entendi bem quem, pediu a “famosa árvore” para expor lá. Pode? Entendo que foi uma brincadeira ou uma gozação do Prefeito. Só pode ser, ou estamos a pé de cultura também na maior cidade do País?

EXPOSIÇÃO NO MUSEU OSWALDO RUSSOMANO

Encerrou neste dia 20 a exposição dos artistas Osmar Francisco Augustinho, Márcio Robert e Giselda Dias Roa. Como já dissemos anteriormente, uma bela exposição, com trabalhos de muito bom nível. Osmar, Márcio de Giselda estão de parabéns pela exposição.

Um fato que compartilho com os amigos leitores: Osmar, Márcio e Giselda foram sacrificados pelo pouquíssimo tempo para organizar essa exposição. Foram convidados de última hora a expor, porque um “outro artista”, que não quero nem citar o nome para não dar ibope, iria expor 35 fotos.

Esse tal artista cancelou a exposição na última hora, por discórdia de suas exigências. Como eu também estava envolvido indiretamente com essa exposição, liguei para um contato desse tal artista, faltando uns 4 ou 5 dias para o início e aí fiquei sabendo do cancelamento. Dividi a informação com a responsável pelo Museu, Sra. Alzira que também não sabia que ele não iria mais expor.

O Museu ficou em situação difícil justamente num dos meses mais importantes para apresentação de evento, Dezembro. Osmar foi convocado e atendeu prontamente, convidando seus parceiros artistas e recorreu aos seus acervos para essa mostra. Agora virou moda criar polêmicas e ter a divulgação do nome exposto como no caso da árvore underground. Mas aqui não, não divulgo. Faltou responsabilidade ao tal artista e, pelo que apurei, não será mais concedido espaço a esse sujeito, com todos os predicados que tenha.

Escrevo isso para que o público conheça também os bastidores, pois não são só de flores que os caminhos são trilhados. O Museu cede o espaço gratuitamente, dentro de um projeto de levar arte à população e o artista tem a possibilidade de expor e vender as obras, numa combinação justa.

Já passou da hora de criar um mecanismo para evitar esse tipo de coisa, talvez um depósito de uma obra antecipada como garantia do cumprimento da exposição. Não cumprindo, a obra fica para o acervo da Prefeitura. É uma ideia, para que haja mais comprometimento e entendimentos prévios evitando desacertos que causam aborrecimentos.

CINE CLUBE PARADISO SOCIEDADE ÍTALO-BRASILEIRA

Será apresentado nesta sexta feira, dia 23 próximo, às 20 horas, o filme “Bom dia, Babilônia”, com legendas em português, na sede da Sociedade Ítalo-Brasileira, Rua Cel. Leme, 176. A entrada é franca.

Através da epopeia de dois irmãos artesãos da Toscana, que atravessam dois mares e um continente inteiro até se fixarem na nascente Hollywood, para depois retornar à sua terra, os irmãos Taviani fazem uma ode à arte, aos artistas, ao trabalho de equipe, à solidariedade, e um libelo contra a mesma humanidade que destrói o que sabe construir.

Bom Dia, Babilônia faz um paralelo entre de um lado a arquitetura, a escultura, e de outro o cinema, formas de expressão artística que são necessariamente obras coletivas, feitas por multidões, nunca resultado de um trabalho individual, mesmo que dirigidas, conduzidas por um grande artista, um maestro.

Djalma Fernandes é artista plástico, professor de desenho e pintura, presidente da Associação Bragantina de Artes Plásticas, comerciante de materiais artísticos e colunista do Bragança Jornal Diário.